segunda-feira, 11 de abril de 2011

Consciência Critica do ser Social


As forças produtivas são um conjunto de conhecimento acumulados ao longo do tempo que se traduz na capacidade do homem de realizar trabalho. Este trabalho é fruto das relações sociais do ser humano e o conjunto dessas relações forma a base da estrutura econômica. Marx (1983) afirma que “os homens estabelecem relações determinadas, necessárias, independentes da sua vontade, relações de produção que correspondem a um determinado grau de desenvolvimento das forças produtivas materiais.”
O ser humano estabelece relação social com os seus pares independe de sua vontade, isto possibilita as trocas de capacidade produtiva, é quando as forças produtivas materiais entram em contradição com as relações sociais, surge a partir daí a revolução social, defendida por Marx.
A forma como vivemos determina o pensamento social, as representações sociais indicam como seremos referendados ao longo do tempo, isto implica na indicação de formas de convivência com os pares, ou seja, como defende Marx (1983) “ uma organização social nunca desaparece antes que se desenvolva todas as forças produtivas que ela é capaz de conter [...] a humanidade só levanta os problemas que é capaz de resolver” ele continua enfático “o próprio problema só surgiu quando as condições materiais para o resolver já existiam ou estavam, pelo menos, em vias de aparecer.”
Vale salientar que a sociedade atual parece estar vendada e completamente inerte aos problemas sociais que ela mesma produziu, e agora não sabe como resolver estes problemas. É necessário voltar os olhos para o seu cerne, que na maioria das vezes é a falta de emprego, falta de educação com qualidade, a falta de um sistema de saúde que de fato consiga assistir a população que dele precisa. Isto acarreta numa série de fatores que, infelizmente, justificam as relações sociais desestruturadas.